Eu tinha pensado em outras oportunidades em escrever sobre religião, mas por julgar o tema por demais controverso resolvi abandonar o meu projeto.
Lendo mais sobre isso eu descobri um site onde tem, bastante explicado, os efeitos de uma coisa chamada: validação subjetiva e desvio para a confirmação.
Na validação subjetiva, as pessoas tendem a aceitar afirmações sobre elas proporcionalmente a seu desejo de que sejam verdadeiras, em vez de em proporção à exatidão empírica dessas afirmações em relação a um padrão não subjetivo. ( fonte: http://www.skepdic.com/brazil/confirma.html)
No desvio para a confirmação tendemos a notar e ver o que confirma as nossas crenças e a ignorar ou diminuir o que a contradiz. Por exemplo, se acreditamos que durante a lua cheia existe um aumento de acidentes, reparamos nos acidentes que ocorrem na lua cheia, mas não registamos os mesmos dados se não está lua cheia. A tendencia para isto ao longo do tempo reforça a nossa crença numa relação entre lua cheia e acidentes. (fonte: http://www.skepdic.com/brazil/confirma.html)
Combinados com fatores sociais externos, que exercessem grande influência na formação de personalidade tendemos (e somos ensinados) a acreditar em Deus. Esta pelo menos é a minha opinião.
Antes dos religiosos pedirem e negação do meu visto de entrada em qualquer instância celestial, holística, ou seja lá que for, os questionamentos aqui vão muito além de comprovar ou negar a existência de Deus. É fato que isso tem um impacto social, político e cultural. A intenção do questionamento é saber para quem isso serve.
Leis são votadas com base em preceitos religiosos, temos pastores, padres, rabinos com uma forte influência política, a maneira que nossas crianças são educadas está subjulgada a estas influências. Enfim as questões religiosas tomam proporções maiores do que as inicialmente propostas. A questão não é discutir o sexo dos anjos, mas que questões pertinentes a sociedade não sejam inoculadas por um véu de crendices. A questão da liberação das drogas por exemplo, que DEVE ser tratada como questão de saúde pública sempre recebe um "ar de pecado".
Devemos estar ciente das implicações e dos atrasos que estas crendices nos imputam.
" Que haveria, pois, a se criar se houvesse deuses?"
Friedrich Nieztche
Era isso.
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