No final da segunda guerra os EUA jogaram no Japão as 2 bombas nucleares que todo mundo conhece. Morreram 250 mil de pessoas durante estes ataques,e durante os dias subseqüentes mais milhares de pessoas morreram por conta da radiação.Morre gente até hoje em decorrência desse fato.
Se eu dissesse que foram 7 milhões de mortes ao invés de 250 mil faria diferença? Com certeza faria. O peso dos números tem uma importância gigantesca ao analisarmos o tamanho da catástrofe.
A mesma coisa é com os judeus nesta mesma guerra. Mensurar corretamente a quantidade de mortes é poder definir a magnitude do dano e conseqüentemente a responsabilidade de quem o causou. E aí entra o revisionismo.
Taxar revisionismo como neo-nazismo é ditatorial e atenta contra um dos princípios básicos da liberdade de expressão. Se a verdade é tão clara ela pode ser posta a prova, e todos têm direito a fazerem perguntas e questionar as respostas. Isso pode ser feito com a Igreja, com os políticos, com os americanos, com os japoneses, menos com os judeus...
O revisionismo levanta algumas questões sobre a quantidade de mortes ocorridas nesse período e a impossibilidade destas mortes terem ocorrido por câmara de gás, dentre outras coisas. O argumento para as mortes não terem ocorrido por câmara de gás é a impossibilidade física de tal feito e o Zyklon-B utilizado para provocar a morte ainda seria detectado em quantidades suficientes para análise. (Leia mais)
Onde eu pretendo chegar com isso?
Mostrar que o senso comum tende a aceitar o que "é a verdade" e "todo mundo sabe que foi assim". E que muitas vezes não sobrevive a provas simples de consistência. A propaganda deste e de qualquer outro "discurso" devem ser analisadas com mais critérios, sob pena de estarmos sendo manipulados por opiniões alheias, culpando em demasia os responsáveis, e justificando atos posteriores das vítimas.
É de se pensar: quem ganha com isso?
Era isso.
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