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Matemático não praticante, desenvolvedor incurável e designer compulsivo, desenvolveu extrema habilidade de falar com computadores.
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terça-feira, 20 de abril de 2010

O argumento religioso

Quando existe um julgamento, o juiz em questão, ele próprio está passivo de contestação. Mesmo baseado na legislação o parecer pode ser questionado, mesmo que não se possa alterar o resultado.
O argumento religioso não tem esta ressalva. Ser contra a análise do pastor (seja qual for a religião) é tomado como ir contra a própria religião em si. A interpretação dada não está, e nunca pode estar sob julgamento.
Nessa hora o poder de manipulação baseado na religião fica ilimitado. Isso sempre me intrigou em quase todas as religiões e em especial na católica. Você tem o livre arbítrio, desde que escolha a palavra de Deus, sob pena de ir para o inferno. Isso não me parece ter escolha...
A estratégia de manipulação é tão complexa e bem montada que questionar é insubordinação. Insubordinação é pecado, pecador vai para o inferno. Se cria um rebanho esperando a palavra de quem se julga na autoridade de proferi-la. Este sujeito interpreta , julga e impõe sua vontade, sem oposição.
Eu achava que era radical dizer que a "religião é o ópio do povo", hoje em dia essa sentença faz muito sentido.
Não valorizamos o homem, suas conquistas e seus anseios. A raiva, a cobiça ganham caráter sempre pejorativo, como se não fossem estas as maiores forças transformadoras da humanidade.
Foi por querer ter mais e ser mais que chegamos a algum lugar, e não em sendo rebanho. Mas o homem rebanho não está preparado para tanta responsabilidade.
Não é uma ironia um canal de televisão controlado pela Igreja Universal passar programas de auditório que provam a paternidade de crianças por teste de DNA? ( o DNA é a prova da evolução e a refutação do criacionismo)
Mas quem se importa com isso, afinal tem tanta gente passando fome...

Era isso.

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