Sobre mim

Matemático não praticante, desenvolvedor incurável e designer compulsivo, desenvolveu extrema habilidade de falar com computadores.
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terça-feira, 20 de abril de 2010

Mundano pt. 1

Eu normalmente não sou dos mais apegados a coisas tão mundanas...
Gosto moderadamente de futebol, quase não assisto televisão, não gosto de intrigas e coisas do tipo.
Resumindo: gosto de cuidar da minha vida e ponto.
Mas quando se faz necessário estender as relações inter-pessoais que vários problemas vêm a tona. A vida em sociedade deve priorizar às liberdades pessoas dentro alguns limites.
A questão do trânsito é caótica, uma conjunção diabólica de fatores.
Vamos aos fatos:
As condições de segurança, comodidade e conforto em um ônibus estão longe de serem a ideal. (leia-se: metro, trem, lotação ...). Todo dia pessoas se espremem em ônibus lotados para chegar a seus trabalhos. Impreterivelmente a solução de adquirir um transporte próprio é cogitada para fugir de tal constrangimento. Sim, é constrangedor organizar pessoas tipo um curral de vacas. No geral, trabalhadores tentando fazer algo digno e honrado da vida, pagando suas contas e chegando no horário.
Comprando o carro (ou moto) nos livramos de um problema e ganhamos outro. A cada dia as ruas estão mais cheias de pessoas com o mesmo pensamento. Certamente muda o conforto e permanece o stress, o trânsito em quase todas as capitais é triste, a falta de respeito pessoal, falta de respeito a legislação, imprudência, etc.
Este texto não tem a intenção de ser uma reclamação de transito porque isso é inócuo e o mapeamento dos problemas do trânsito já foi exaurido a tempo. Portanto vamos a análises mais interessantes.
A solução é obvia e já foi debatida inúmeras vezes: investir na infra-estrutura de transporte público. Aqui vai um relato pessoal: se a condição do transporte público não fosse tão ruim e tão cara (sim, o trajeto que eu percorro de carro diariamente me custa menos do que utilizar o transporte público, por mais incrível que isso pareça),  eu andaria sempre de ônibus.
Ninguém quer abrir mão de andar de carro, e não se investe em ônibus mais freqüentes e confortáveis. Resumindo, qualquer observador um pouco mais atento nota que estamos caminhando para o caos.
Ampliar as vias e as rotas é um paliativo, se o número de carros nas ruas não parar de crescer qualquer via uma hora ficará pequena, é trivial a conclusão. A velocidade de construir vias é muito menor do que a de colocar carros nelas.
Os espaço que um ônibus ocupa em uma via é de aproximadamente 4 carros, supondo 4 carros cheios temos 20 pessoas, um ônibus normal com todas as pessoas sentadas cabem no mínimo 40. Já reduziríamos na metade o número de carros, todos transportados com conforto.
Mas eu sei que isso não vai acontecer, solução: feirão de fábrica, 72 prestações e todo mundo parado.

Era isso.

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