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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Na frente das visitas

Foi aprovado no congresso o aumento de 7,7% para os aposentados , até o aumento entrar em vigor efetivamente, a medida tem que passar pelo Senado e pela aprovação do Presidente.
O Ministro da Fazenda Guido Mantega  recomendou um aumento do 6,14% e irá pedir que o presidente vete a proposta, por afirmar que este aumento em relação ao proposto pelo governo significaria em R$ 2 bi a mais nos gastos do governo.
Política é um campo complicado de explorar porque na maioria das vezes a gente não entende o que eles querem dizer. Antes de ser contra ou a favor, as propostas não nos são claras o suficiente para conseguirmos tomar decisões. Até qualquer coisa ser aprovada tem que passar por 3 instâncias:

1) Câmara dos Deputados- lugar onde ficam os deputados federais.
2) Câmara dos Senadores - onde ficam os senadores.
3) Presidência

Por que eu estou escrevendo sobre isso?

Ouvimos dizer em aumento para quem quer se seja e somos a favor (menos para políticos, é claro) mas esquecemos que isso tem implicação nas contas públicas. O Ministério da Fazenda é responsável pelas contas públicas, e assim como as contas da sua casa, existe um planejamento de gastos. Isso é um ponto.
O segundo ponto e mais relevante que o primeiro é que estamos em ano eleitoral. Propor um aumento de gastos mais alto do que o governo pode pagar tem duas implicações:

- Ou Governo gasta mais do que recomendou o Ministro.
- Ou veta o aumento.

Vetar um aumento votado de 7,7% é uma medida extremamente impopular, mas prudente. Coloca a candidata do governo em uma situação de estar contra os aposentados.

Conclusão:
Propor e aprovar um aumento mais alto do que o Governo tem condições de pagar é um ato completamente irresponsável e direcionado. É aquela criança mimada que pede mesada para os pais na frente da visita, sabendo que os pais podem dar.
A política brasileira perde com isso, engana-se quem vê bondade na defesa dos aposentados.

Era isso.

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