Este texto faz parte do esqueleto do meu TCC, Mídias Digitais no Desenvolvimento Cognitivo.
"Chegará o dia em que o volume da instrução recebida por correspondência será maior do que o transmitido nas aulas de nossas academias e escolas; em que o número dos estudantes por correspondência ultrapassará o dos presenciais." (William Harper, 1886)O conceito de educação a distância precede em muito a criação da internet mas é com ela que o EAD ganha funcionalidades efetivamente mudam o caráter estrutural da transição de conhecimento.
Vou listar estas mudanças (e suas novas possibilidade) e juntamente serão apontados onde, na minha opinião, temos uma sub utilização das mídias de suporte:
Mídia (do latim) quer dizer meio, o meio pelo qual a informação, discurso ou texto é transmitido. Pode variar de livro, a marcador de página com tabuada, etc. Qualquer lugar por onde se transmita a informação será de considerado mídia.
1) A internet dá suporte, diferente da TV e dos livros a um canal síncrono/assíncrono de comunicação. Estes conceitos serão detalhados posteriormente.
2) Fundamentalmente a internet 2.0 se baseia em desenvolvimento colaborativo de conteúdo. Sabemos que o acesso a bibliografia tem sua viabilidade prejudicada por fatores econômicos, porém na internet o custo de criação, publicação e atualização se reduzem muito. E a se multiplica a possibilidade de participação.
3) Estatísticas de conteúdo, contadores de acesso, popularidade, rating, pageRank, e vários outros conceitos largamente utilizados por programadores web e ignorados pelos educadores, fornecem dados de valor incalculável nas análises de desempenho tanto do aluno, quanto do método em si.
4) Assim como os antigos telecursos, a internet suporta transição de som e imagem, tanto em tempo real (streaming) como gravadas e adiciona o fator primordial da interatividade.
Pausa dramática.
Na minha opinião, educação é um produto. Vemos a propaganda atingir objetivos concretos com uma utilização brilhante da semiótica, enquanto a pedagogia falha miseravelmente no mesmo campo. Ambos vendem um produto que, a princípio, ninguém quer.
Vemos os livros de matemática manter a diagramação e a arquitetura da informação similar a da Bíblia de Gutenberg de 1450. O design acerta, a publicidade acerta e a educação continua como a 560 anos atrás. E o que é pior, mudamos a mídia de suporte e mantemos o formato. O que são os sites de educação senão livros, em formato digital?
"A mudança do meio seria a desculpa e a hora perfeita de se reorganizar a casa, abrindo espaço para novos horizontes da educação."
Final da pausa dramática.
Esta é uma breve introdução de um assunto que eu pretendo dissecar e analisar com mais detalhes. Conto com a ajuda e os comentários de vocês neste projeto. Se vocês estão lendo este post, sabiam: - Vocês são a resistência.
Por hora era isso. Voltaremos....

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