Sobre mim

Matemático não praticante, desenvolvedor incurável e designer compulsivo, desenvolveu extrema habilidade de falar com computadores.
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Momento esquizofrenia...

Eu tenho lido um monte estes últimos tempos, terminei de ler o Além do Bem e do Mal e a geneaolgia da Moral ambos do Nietzche, e a minha noção sobre educação mudou um pouco.
Eu sempre acreditei que educacação não é pra todo mundo ( se você tem uma opinião contrária, escreva um blog e diga o que você pensa!), mas além disso, ela é um privilégio.
Explico: hoje em dia a gente vê vários alunos reclamando de que o professor não estimula, não dá condições, não tenta facilitar a matéria, um monte de desculpas de fracassados e desinteressados. Eu nunca ví um técnico de futebol ter que dar condições pra jogar, o cara que quer corre atrás e se supera.
Aí estão 2 problemas, nosso noção do poder transformador da educação está superestimada (e sua real utilidade já está perdida faz tempo), basicamente treinamos fazedores de provas e testes. O segundo problema, além da falta de utilidade real da educação é a inversão do falor do professor, onde cabe a ele a tarefa de despertar o interesse e fazer o aluno aprender.
No meu entendimento, o conhecimento (e a educação, que são coisas obviamente distintas mas não discociadas) florescem  em quem recebe e não em quem transmite. O professor pode ser a ponte por onde o conhecimento chega ao aluno, SE ELE QUISER. Ele é o maior responsável pelo próprio conhecimento!
Ficam os professores de um lado implorando para que o aluno receba essa conhecimento, ao passo que conhecimento é um artigo de luxo, reservado historicamente a uma minoria. A educação tem que ser vendida cara para ser valorizada.
Mais uma consideração, se me permitem meus caros leitores. Licenciatura não é sacerdócio ou profissão de fé, muito menos envolve laços familiares, alguns laços afetivos. Portanto faz parte de uma educação de qualidade começar a tratar o professor como um ser humano com anseios e expectativas, exatamente como todas as outras pessoas. No trabalho do professor existe uma intenção pessoal de realização própria e não altruísta. Identificar e reivindicar isso é prioridade do professor.
Pretendo escrever o meu trabalho de conclusão de curso da faculdade sobre esse assunto, mais precisamente no que diz respeito a educação a distância. Acho que eu trabalho com internet e design a tempo suficiente pra conseguir estabelecer estas relações.
Em toda forma de educação existe uma intenção e um discurso, como este discurso pode ser traduzido pelos meios digitais de modo a produzir a educação do futuro?
Por se tratar de um assunto de minha área de interesse, e por julgar necessário desmembrar educação em termos mais específicos quanto ao que se é ensinado, vou aboradar a educação de matemática. E trazer a tona uma pergunta que pode parecer completamente absurda, julgada a obviedade da resposta. Por que a matemática não usa a estatística para avaliar seu métodos de ensino?
A medicina usa estatística, a psicologia usa estatística, as ciências socias usam estatística, o direito usa estatística, por que a mãe da estatística não a usa em si própria?
Na minha opnião isso decorre desta saga maldita da educação chamada Pedagogia, que nega a psicologia, a filosofia, a matemática e nada nos oferece em troca a não ser por análises levianas, limitadas e equivocadas de autores muito maiores do que seu pensamento tacanha alcança. - Pausa para respirar ...
Me desculpem os leitores para com a falta de tato com a pedagogia mas tem sido uma experiência traumática ter que conviver com pessoas que aceitam tudo de maneira tão pacífica.
A minha outra opinião sobre a Educação a distância trata da forma como se é possível inverter esta lógica do professor-pedinte e reabrituir a quem de direto o esforço e dedicação para que o conhecimento ocorra.
Temos na educação a distância e na internet uma forma integrada e coloborativa de se pensar numa educação posicionada.

Fim do surto psicótico.

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